NOVO SITE. CLIQUE SOBRE A FOTO E CONFIRA

LIvraria virtual 'Chesterton Livros'

domingo, 3 de julho de 2011

O Padre Brown vira Papa

Paolo Gulisano escreve ficção com o herói de Chesterton

ROMA, domingo, 3 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Há pouco menos de um século, o gênio literato de G. K. Chesterton inventou seu melhor personagem, o padre Brown, sacerdote detetive que, junto com seu colega, o ladrão convertido Flambeau, fascinou gerações de leitores. Chesterton abandonou o personagem na Primeira Guerra Mundial para se dedicar a outras obras.
Paolo Gulisano, biógrafo de Chesterton, vice-presidente da Sociedade Chestertoniana Italiana, é um dos maiores peritos em literatura inglesa moderna. Escreveu sobre Tolkien, Lewis, Wilde. E é autor de uma ficção histórica que muda o conclave de 1939, no qual Eugenio Pacelli foi eleito papa, para eleger em seu lugar um tal cardeal Brown: ninguém menos que o padre Brown da literatura.
O Destino do Padre Brown abrange o período de 1917, quando Chesterton abandonou o personagem, até o conclave definitivo.
Encontramos o padre Brown no fronte bélico italiano, em Caporetto, entre Cadorna e o agente secreto Kipling; também o vemos na Irlanda revolucionária de Michael Collins, na Roma da Marcha de Mussolini e na Turim de Frassati com Dom Sturzo.
Um padre Brown que se torna primeiro monsenhor e depois cardeal, amigo e colega de Eugenio Pacelli, a serviço de Pio XI e de um misterioso cardeal anglo-espanhol, Rafael Merry del Val, que o usa em missões secretas para o Vaticano.
Além dos personagens históricos, entre os quais estão Churchill e Tolkien, encontramos no livro um Flambeu que se mudou para a Espanha, com um filho que, segundo a imaginação de Gulisano, se ordena padre e mais tarde vira secretário do cardeal Brown.
Encontramos os amigos de Chesterton, como Beloc e o padre McNabb, e personagens literários como Basil Grant e Patrick Dalroy.
É uma novela, enfim, onde a história verdadeira do século XX se entrelaça com a ficção e puxa o leitor para uma trama divertida e emocionante.
Para saber mais, ZENIT entrevistou Paolo Gulisano.
- Depois de tantos anos como ensaísta, uma ficção particular...
- Gulisano: Pois é. Eu optei pela novela de ficção, que é um gênero literário pouco praticado na Itália, mas muito difundido no mundo anglo-saxônico. Basta você pensar no Senhor do Mundo, de Robert Hugh Benson. Eu quis refazer a história da primeira metade do século XX, entre as duas guerras mundiais, através de um personagem excepcional, que é o padre Brown, de Chesterton. Agora ele vive novas aventuras, não mais como o “padre detetive”, mas como um monsenhor que está a serviço mais ou menos secreto de Sua Santidade.
- Um padre Brown que está fazendo cem anos...
- Gulisano: Exatamente: faz cem anos que o gênio de Chesterton criou o personagem do padre Brown. Chesterton é um dos autores mais importantes da cultura inglesa e europeia do século XX, um ensaísta brilhante e um jornalista que já encantava os leitores ingleses fazia uma década, com páginas brilhantes, e que deu vida a um personagem original, seu personagem mais famoso.
- Qual é o segredo do sucesso das histórias do padre Brown?
- Gulisano: O padre católico foi criado antes que Chesterton terminasse o seu caminho de conversão, que se aconteceu em 1922. Mas o personagem já trabalhava para defender a Verdade na caridade. Chesterton mostrou como testemunhar a fé numa sociedade indiferente, não só a católica, mas toda a sociedade cristã. Os relatos do padre Brown são uma homenagem à Verdade. Eu retomo esse personagem no meio de figuras históricas, como o cardeal Merry del Val, que na minha novela vira o grande mentor do padre inglês. E Eugenio Pacelli, e o papa Pio XI. Fiz um padre Brown que é um investigador da Verdade.
- O seu padre Brown, que é monsenhor e depois cardeal, chega até o conclave de 1939 e é eleito papa. Uma figura valente, que enfrenta os dramas da Primeira Guerra Mundial, que vê nascer as ditaduras, que as combate, que vive diversas aventuras apaixonantes. Mas como padre, como pastor de almas, o que é que ele diz para os leitores?
- Gulisano: Ele diz que o cristianismo no transcurso da história sempre ressuscita, porque está fundado num Deus que conhece o caminho para sair do sepulcro. As civilizações do mundo podem passar, entre dramas e tragédias, emoções e desilusões, mas as palavras de Cristo não passam. A tarefa do padre Brown, nas ruas de Roma e na sede pontifícia, é fazer as palavras de Cristo ressoarem, neste mundo que as rejeita. Nós temos que ter esperança: o pessimismo não é próprio dos seres cansados do mal, mas dos seres cansados do bem.
(Antonio Gaspari)
Fonte: Zenit.org

Um comentário:

  1. Olá! sabem me informar se já existe a tradução para o português deste livro? se existe, em qual site posso adquiri-lo? Grato!

    ResponderExcluir

Vídeos

Loading...