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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Trecho - A mulher e os filósofos

Por G. K. Chesterton 
Tradução: Agnon Fabiano 
A mulher e os filósofos Capítulo disponível no livro La Mujer y la Familia
Publicado pela editora Styria, p. 31

Schopenhauer imagina que as mulheres são as melhores encarregadas para cuidar das crianças, porque elas mesmas são "infantis, fúteis, limitadas". Porém, todos nós sabemos o que as mulheres fazem pelas crianças: quase se matam por elas com seu trabalho e preocupação. Portanto, o teste de validade da tese de Schopenhauer é nós mesmos perguntarmos "o que fazem as crianças pelas crianças"? Se a infantilidade e a limitação de uma criança de sete anos o leva, com toda naturalidade, a se sacrificar por outra criança de sete anos, então a comparação é adequada. Porém, como todos nos sabemos que o instinto de um garotinho o leva a chutar a perna do seu colega e fugir com o brinquedo, o argumento nunca se sustentará.

É certamente estranho que o nome "filósofo" tenha sido dado a um literato - por mais brilhante que seja - capaz de defender a assombrosa ideia de que amamos aquilo a que nos assemelhamos. De fato, toda a teoria de Schopenhauer sobre a infantilidade das mulheres pode ser refutada com a mais simples e breve das respostas. Se as mulheres são infantis porque amam as crianças, então os homens são afeminadas porque amam as mulheres.

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